Consumo de pornografia cresce nos EUA e preocupa igrejas

  • 14/08/2019
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Consumo de pornografia cresce nos EUA e preocupa igrejas

De acordo com o pesquisador Samuel L. Perry, da Universidade de Oklahoma, os cristãos norte-americanos estão consumindo conteúdo pornográfico e o aumento desse consumo tem preocupado as igrejas.

Segundo dados do General Social Survey, o consumo de pornografia por cristãos acompanha o de todos os homens americanos no mesmo período de tempo, porém é menor.

Outro dado do estudo é que os homens cristãos mais comprometidos – aqueles que dizem que tiveram uma experiência de nascer de novo ou tentaram converter alguém à fé – têm taxas ainda mais baixas do que os cristãos conservadores como um todo, e o consumo desses “super-cristãos” não parece estar aumentando com o tempo.

Perry é autor do livro “Addicted to Lust: Pornography in the Lives of Conservative Protestants” [Viciado em Luxúria: Pornografia na vida dos protestantes conservadores – em tradução livre] onde ele aborda esse tema e faz algumas conclusões, segundo o site Religion News.

“O contrário daqueles que simplesmente se afiliam a uma denominação evangélica ou fundamentalista, homens protestantes conservadores para quem sua fé é mais significativa parecem estar resistindo à tendência crescente entre os homens americanos de ver pornografia, mesmo no meio da revolução da internet”, declara.

Ainda que o consumo seja menor comparado aos demais norte-americanos, a percepção dentro das igrejas evangélicas é que o acesso a esse material se tornou um enorme problema para os fiéis.

O fato de que apenas 40% dos homens protestantes conservadores com menos de 40 anos viram pornografia no ano passado não é motivo de alegria, mas de alarme – e o alarme em si pode estar criando, ou pelo menos exacerbando, problemas psicológicos e conjugais aos usuários cristãos.

Enquanto muitos outros americanos parecem ser capazes de ver pornografia sem causar problemas significativos de saúde mental, para os cristãos conservadores é diferente.

A política de tolerância zero da igreja para a pornografia significa que aqueles que a consomem só ocasionalmente podem se ver como viciados desde a primeira exibição.

Assim, embora os cristãos conservadores acessem menos pornô do que os outros americanos, eles são estatisticamente duas vezes mais propensos a se considerarem “viciados”.

A vergonha pelo que consumem é tamanha que muitos passam a ir menos à igreja e até mesmo saem completamente da religião.

“Isso porque os protestantes conservadores que se tornam ‘nascidos de novo’ devem ‘ter um novo relacionamento com o pecado'”, diz Perry.

“E se tornarem vitoriosos sobre quaisquer tentações da carne. Se eles continuarem a lutar com pornografia, alguns começam a se perguntar se eles foram realmente salvos”, completa o pesquisador.

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